DESCASO – NATAL

Lixo se acumula em praticamente todos os bairros da região como, por exemplo, na Praia do Meio

Limpeza dos bairros da zona Leste está comprometida
Esbarrar com montanhas de entulho pelas esquinas da cidade está ficando cada vez mais comum. Não precisa ir muito longe, nem ser um observador atento, para se deparar com a mistura insalubre de lixo doméstico, metralha, poda e material que poderia ser reciclado. E a tendência, pelo menos na zona Leste de Natal, é que a situação se agrave após a recente onda de demissões que assolou a Líder, empresa permissionária da Urbana como responsável pela coleta de lixo na região, que demitiu cerca de 120 garis há 15 dias. “A empresa alega que não compensa manter a estrutura, e que não há interesse em receber novas ordens de serviço até que seja feita a licitação pública para ordenar a coleta de lixo no município”, afirmou João Bastos, diretor presidente da Urbana. Os garis demitidos eram responsáveis pela varrição das ruas na zona Leste, e a Urbana colocou equipes da própria Companhia para executar o serviço. O custo operacional da Urbana por ano está estimado em R$ 120 milhões, destes, metade deveria ser arrecada através da taxa de limpeza pública. “Até agora só arrecadamos R$ 28 milhões, menos da metade, o restante sai dos cofres do município. É uma conta que não vai fechar nunca desse jeito”, avaliou João Bastos. Para ele, a licitação pública, suspensa no mês de junho deste ano pela Justiça, devido suspeitas de vício verificados no edital, é a “única solução para determinar responsabilidades”. A licitação para cuidar do lixo de Natal, durante 30 meses, está avaliada em pouco mais de R$ 165 milhões.
De acordo com o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Higienização e Limpeza do RN, “os constantes atrasos nos repasses” da Prefeitura ocasionou as demissões na Líder. “O município reduziu o serviço de limpeza e as terceirizadas demitem por não receber há 11, 12 meses. Elas que estão bancando o serviço de limpeza em Natal”, declarou o presidente em exercício do Sindilimp, Wilson Duarte. Para tentar garantir o pagamento pelo serviço prestado, o Sindicato buscou na Justiça o bloqueio de R$ 2 milhões da conta da Prefeitura, valor que corresponde a parte dos débitos do município com a Líder, mas suficiente para que os trabalhadores demitidos possam dar entrada no seguro desemprego e receber o FGTS. A decisão do bloqueio é da 6ª Vara do Trabalho e caso não seja cumprida, a multa diária é de R$ 20 mil reais.

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